quinta-feira, 19 de maio de 2016

Olho para o espelho e não sei quem sou...




Rui Veloso menciona na canção "A veia do Poeta" do álbum "A espuma das canções" o seguinte: "Ai de quem nunca guardou /Um pouco da sua alma/Numa folha secreta...".

Os dias passam, viram semanas, meses e anos e vamos adiando sonhos, objectivos e quem realmente queremos ser.

Adoro escrever mas o rodopio do dia a dia faz-me esquecer de mim, de pensar no verdadeiro sentido das palavras e claro, de registar esses pensamentos.
Até que por vezes pensar leva ao sentir e sentir leva ao sofrimento e esse tem definido muitos, bem demasiados dos meus dias.

Tornei-me banal, penso que é isso, banal, previsível, a típica e aborrecida mulher casada, mãe, que se esquece de existir e nem se apercebe até ser tarde demais.

Antes de casar não tinha liberdade para existir; casei a trabalhar durante o dia e a estudar à noite...faltava-me o tempo; terminei o curso com um filho nos braços e a minha existência passou a ser a dele.

Não, não é uma queixa; é a realidade de quem cresce a tentar não existir para não incomodar e se esquece que já é adulta e já pode decidir.

No meio deste conflito de inexistência vive em nós a tristeza, o desalento, a raiva e nem nos apercebemos o quanto destes sentimentos negativos transmitimos a quem mais amamos.

Tornamo-nos tóxicos, um campo de energia negativo e somos abandonados na rua como uma camisola que já não serve, trocados por um modelo mais recente e sorridente.

E agora?! Agora que caíste na realidade; olhas no espelho e vês no que te tornaste; no que perdeste...o que vais fazer?!
O que podes fazer?!
Não sabes e nenhum Deus do Olimpo aparece para te ajudar.

Os "amigos"; sim esses que tentas ajudar e já ajudaste sempre que precisaram, milagrosamente desaparecem.

E estás rodeada de nada... e perdeste o Amor da tua vida.

ACORDA! Estás SÓ!

Nasceste, cresceste e vais morrer só, a sofrer...
Vale a pena viver?

Quando tiveres 80 anos e estiveres só, sentada no banco do jardim a olhar para o chão, olhos moribundos enxaguados de água, a relembrar o Amor da tua vida...será que vai valer a pena viver até lá?

Viver sem o abraço que te faz sentir segura...sem o som da respiração a embalar-te durante a noite a teu lado... como viver sem o calor do corpo que alimenta a minha vida?

Terei parado no tempo e ele não? Será isso? Tornei-me o estereótipo de mulher casada da sociedade e ele não? Mudou, evoluiu e deixou de ser quem era? Ou fui eu que desisti de ser quem queria ser?

Como reconquistar o que outrora foi meu? Será possível voltar a amar alguém que já se amou?
Será possível ele esquecer todo o ódio, raiva e mágoa que sente em relação a mim?
E eu? Serei capaz de esquecer o que aconteceu?

O que pôr na balança?!
Estarei eu própria na balança?! 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Tempo Não Pára



Estamos sempre a adiar tudo para amanhã mas o pior é quando não nos apercebemos que acabamos por não viver o amor, a família, os amigos e os nossos objetivos ficam por alcançar.

Pensava sempre, amanhã vou estar mais bem disposta, com mais energia, mais paciência, mais liberdade para amar mas...mas agora não tenho para quem voltar, não tenho o teu amor à espera...e no meio do tempo eu perdi a oportunidade de amar e tu perdeste a oportunidade de me chamar à atenção, à realidade, de me envolver nos teus braços e dizer: calma...eu também falho, eu também corro atrás do tempo...vamos parar e amar a nossa vida em conjunto.

De agora em diante eu vou estar aqui...a questão é: consegues/queres estar também?





Eu sei
Que a vida tem pressa
Que tudo aconteça
Sem que a gente peça
Eu sei

Eu sei
Que o tempo não pára
O tempo é coisa rara
E a gente só repara
Quando ele já passou

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Cantei
Cantei a saudade
Da minha cidade
E até com vaidade
Cantei
Andei pelo mundo fora
E não via a hora
De voltar p'ra ti

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Mariza

quinta-feira, 12 de maio de 2016

14.ª etapa da Viagem a Portugal através dos livros e da literatura

Realiza-se em Leiria no Teatro José Lúcio da Silva, dia 19 de maio, pelas 21h30m, a 14.ª etapa da Viagem a Portugal através dos livros e da literatura.
Vai contar com a participação de dois grandes nomes da cultura ibérica, Rosa Montero e Sérgio Godinho. 
A moderação será realizada pelo jornalista João Paulo Sacadura.
Um evento a não perder, gratuito mas sujeito a reserva pelo Teatro José Lúcio da Silva (bilheteira@teatrojsilva.pt / 244823600).

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O hábito da Felicidade

"Quase todos cremos que, para sermos mais felizes, temos de obter algo que ainda não temos, algo que ocorrerá no futuro, em outras condições ou noutro lugar. Alguns acham que encontraram a felicidade no passado e, por isso, sentem constantemente a nostalgia desses momentos. A verdade é que, enquanto estamos mergulhados nesses pensamentos, não somos presentes aqui e agora, onde toda a plenitude e toda a felicidade de que carecemos se encontra."

in O Hábito da Felicidade de Tsering Paldron, Página 83



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Para Sempre de Xutos e Pontapés


O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti

Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre

Vou gostar de ti


Quando se ama profundamente sofremos...com razão e sem razão.
Ao contrário do que muitos crêem o amor verdadeiro não morre.
É a minha convicção. 
Simplesmente podem existir momentos na nossa vida que nos deixam um pouco cegos e sem vontade de sentir ou compreender o próximo...
Não tomem decisões nessa altura da vida.

Amem como nunca amaram...dói tanto perder quem se ama...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Por Quem Não Esqueci - TIM

Tim - Por quem não esqueci

Há uma voz de sempre 
Que chama por mim
Para que eu lembre
que a noite tem fim

Ainda procuro 
Por quem não esqueci
em nome de um sonho
em nome de ti

Procuro à noite
um sinal de ti
eu espero à noite
por quem não esqueci
eu peço à noite
um sinal de ti
Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos
eu espero em vão
por tempos antigos
por uma canção

Ainda procuro
por quem não esqueci
por quem já não volta 
por quem eu perdi

2 x 

Procuro à noite
um sinal de ti
eu espero à noite
por quem não esqueci
eu peço à noite
um sinal de ti
Por quem eu não esqueci

Link: http://www.vagalume.com.br/tim/por-quem-nao-esqueci.html#ixzz44wtKfNnl


Esta música é poderosa e só verdadeiramente compreendida e sentida por quem já perdeu quem amava...espero do fundo do coração que você não a compreenda...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

My Selene - Timo Kotipelto & Jani Liimatainen

My Selene

Nocturnal poetry:
Dressed in the whitest silver, you'd smile at me
Every night I wait for my sweet Selene

But, still...

Solitude's upon my skin
A life that's bound by the chains of reality
Would you let me be your Endymion?

I would bathe in your moonlight and slumber in peace
Enchanted by your kiss in forever sleep

But until we unite
I live for that night
Wait for time
Two souls entwine

In the break of new dawn
My hope is forlorn
Shadows, they will fade
But I'm always in the shade
Without you...

Serene and silent sky
Rays of moon are dancing with the tide
A perfect sight, a world divine

And I...

The loneliest child alive
Always waiting, searching for my rhyme
I'm still alone in the dead of night

Silent I lie with smile on my face,
Appearance deceives and the silence betrays

As I wait for the time
My dream comes alive
Always out of sight
But never out of mind

And under waning moon
Still I long for you
Alone against the light
Solitude am I

In the end, I'm enslaved by my dream
In the end, there's no soul who'd bleed for me

Hidden from daylight I'm sealed in my cave
Trapped in a dream that is slowly turning to a nightmare
Where I'm all alone.
Venial is life when you're but a dream
The book is still open, the pages as empty as me...

I cling to a hope that's beginning to fade,
Trying to break the desolation I hate

But until we unite
I live for that night
Wait for time
Two souls entwine

In the break of new dawn
My hope is forlorn
We will never meet
Only Misery and me

This is my final call
My evenfall
Drowning into time
I become the night

By the light of new day
I'll fade away
Reality cuts deep
Would you bleed with me
My Selene

Música do género Rock acústico de Timo Kotipelto & Jani Liimatainen, álbum Blackoustic lançado em 19 de outubro de 2012.